Como parar de procrastinar nos estudos sem transformar isso em um sofrimento
Você senta para estudar, abre o caderno, pega a caneta… e, de repente, lembra que precisa responder uma mensagem. Depois resolve olhar um vídeo rapidinho. Quando percebe, passou quase uma hora e você nem começou.
Se isso acontece com você, saiba que não está sozinha.
Durante muito tempo eu achei que procrastinar significava ser preguiçosa. Depois percebi que, na maioria das vezes, eu só estava evitando uma tarefa que parecia grande demais ou complicada demais para começar.
A boa notícia é que dá para diminuir esse hábito sem criar uma rotina impossível de seguir. Algumas mudanças pequenas já fazem bastante diferença.
Por que é tão difícil começar a estudar?
A maior parte das pessoas acha que procrastinação tem a ver com falta de disciplina.
Mas nem sempre é assim.
Às vezes você simplesmente não sabe por onde começar. Em outros momentos a matéria parece difícil, bate aquele medo de não entender nada e o cérebro procura qualquer outra coisa para fazer.
O curioso é que até organizar a gaveta parece mais interessante do que abrir o livro. Isso parece específico demais, mas acontece.
Quando a gente entende que o problema nem sempre é preguiça, fica muito mais fácil procurar soluções que realmente funcionam.
O medo de errar também atrapalha
Nem sempre a procrastinação aparece porque você não quer estudar.
Muitas vezes ela aparece porque você quer ir bem.
Quando a cobrança é muito grande, qualquer tarefa parece pesada. Você fica pensando na prova, na nota ou em tudo o que ainda precisa aprender, e acaba adiando o primeiro passo.
Foi algo que eu demorei para perceber.
Hoje, quando sinto que estou enrolando demais, tento esquecer o resultado e focar apenas na próxima tarefa.
Em vez de pensar “preciso dominar essa matéria”, penso apenas “vou resolver este exercício”.
Parece uma mudança pequena, mas ajuda bastante.
O segredo é diminuir o tamanho da tarefa
Uma das coisas que mais funcionaram para mim foi parar de olhar para o estudo como um bloco enorme.
Em vez de pensar:
“Preciso estudar Biologia.”
Eu transformo isso em algo específico:
- Ler dez páginas.
- Resolver cinco questões.
- Fazer um resumo de um tópico.
Quando a tarefa fica pequena, o cérebro oferece muito menos resistência.
E, curiosamente, depois que você começa, costuma ser bem mais fácil continuar.
A regra dos cinco minutos realmente ajuda
Sempre que estou enrolando muito para estudar, faço um acordo comigo mesma.
Vou estudar só cinco minutos.
Só isso.
Se depois desses cinco minutos eu quiser parar, posso parar.
Na maioria das vezes nem acontece.
Quando você vence a parte mais difícil, que é começar, o restante costuma fluir naturalmente.
Tem dias em que estudo meia hora.
Tem dias em que passa de uma hora.
E, claro, também existem dias em que realmente fico só cinco minutos. Faz parte.

Estudar durante horas seguidas nem sempre é a melhor ideia
Existe uma ideia de que estudar muito significa estudar bem.
Na prática, nem sempre.
Depois de um tempo a concentração cai e você começa a ler a mesma linha várias vezes sem perceber.
Foi por isso que comecei a dividir o estudo em blocos menores.
Faço um período de foco e depois uma pausa curta para levantar, beber água ou simplesmente descansar um pouco.
Quando volto, consigo prestar atenção muito melhor.
Se você ainda não conhece esse método, pode usar a Técnica Pomodoro.
Ter um lugar organizado ajuda mais do que parece
Não precisa montar um escritório bonito nem comprar um monte de materiais novos.
Só deixar a mesa um pouco mais organizada já ajuda.
Quando eu sentava para estudar no meio da bagunça, qualquer objeto virava distração.
Hoje deixo apenas o material que realmente vou usar.
Isso evita aquela situação clássica de começar procurando uma caneta e terminar reorganizando a estante inteira.
O celular merece um capítulo só para ele
É impressionante como uma única notificação consegue quebrar totalmente o foco.
Mesmo quando a gente resiste a responder, já perdeu a concentração.
Por isso comecei a deixar o celular um pouco mais longe durante os momentos de estudo.
Quando preciso usar o aparelho apenas como cronômetro, ativo o modo “Não Perturbe”.
Também existem aplicativos que ajudam a bloquear redes sociais durante um tempo determinado.
Se você procura esse tipo de solução, pode usar a ferramenta Forest App.
Outra opção interessante é o Freedom, que bloqueia sites e aplicativos por um período escolhido.
Estudar com outras pessoas pode funcionar
Nem todo mundo gosta de estudar sozinho.
Se você tem uma amiga que realmente leva os estudos a sério, estudar juntas pode ajudar bastante.
A única regra é combinar antes qual será o momento de conversar.
Porque, convenhamos, basta surgir um assunto aleatório para o estudo acabar virando uma tarde inteira de conversa.
Já aconteceu comigo mais de uma vez.
Fazer um planejamento simples diminui a ansiedade
Outro erro que eu cometia era abrir o caderno sem saber exatamente o que faria.
Resultado: passava vários minutos escolhendo por onde começar.
Hoje gosto de anotar as tarefas antes.
Nada muito elaborado.
Só uma lista parecida com esta:
- Matemática.
- História.
- Redação.
Conforme vou terminando, risco cada item.
É uma sensação boa ver a lista diminuindo.
Se você gosta de organizar a rotina digitalmente, podeusar o Notion ou o Google Agenda.

Não espere sentir vontade para estudar
Esse foi um aprendizado importante.
Durante muito tempo eu pensava que precisava estar motivada para conseguir estudar.
Só que a motivação aparece e desaparece o tempo inteiro.
Se eu dependesse dela, provavelmente estudaria muito menos.
Hoje começo mesmo sem muita vontade.
Curiosamente, depois de alguns minutos a concentração costuma aparecer sozinha.
Pare de tentar fazer tudo perfeito
Perfeccionismo também faz procrastinar.
Quando você acredita que precisa fazer um resumo impecável ou entender absolutamente toda a matéria antes de seguir em frente, qualquer tarefa demora muito mais.
Às vezes um resumo simples já resolve.
Depois, se sobrar tempo, você melhora.
Ficar esperando o momento perfeito normalmente só atrasa o início.
Quando um dia não render, continue no seguinte
Nem todo dia vai ser produtivo.
Você pode estar cansada, preocupada ou simplesmente sem conseguir se concentrar.
Isso não significa que todo o seu planejamento foi perdido.
O erro mais comum é pensar:
“Já estraguei a semana.”
Na verdade, foi só um dia.
No seguinte você pode voltar normalmente.
Essa mudança de pensamento diminuiu bastante minha culpa.
Criar uma rotina ajuda, mas ela não precisa ser rígida
Ter um horário para estudar costuma facilitar porque o cérebro vai entendendo que aquele período é dedicado ao foco.
Mas isso não significa que você precise estudar exatamente no mesmo minuto todos os dias.
Imprevistos acontecem.
O importante é manter certa frequência.
Se hoje não conseguiu estudar uma hora inteira, talvez vinte minutos já sejam suficientes.
É muito melhor fazer um pouco do que abandonar completamente.
Vale a pena cuidar do descanso também
Pode parecer estranho falar de descanso em um artigo sobre estudos, mas uma coisa influencia diretamente a outra.
Dormir pouco, passar horas seguidas nas redes sociais ou estudar sem fazer pausas acaba diminuindo bastante a concentração.
Quando comecei a cuidar melhor do sono, percebi que precisava de menos tempo para aprender o mesmo conteúdo.
Se esse assunto te interessa, você pode usar o Sleep Foundation, que reúne conteúdos sobre higiene do sono e descanso.
Uma última coisa
Se você está procurando como parar de procrastinar nos estudos, provavelmente já deu o primeiro passo: percebeu que esse comportamento está atrapalhando sua rotina.
Agora tente evitar a armadilha de querer mudar tudo hoje.
Escolha apenas uma estratégia.
Talvez a regra dos cinco minutos.
Talvez deixar o celular longe.
Talvez dividir uma matéria grande em pequenas tarefas.
Comece por aquela que parece mais fácil.
Se você também quer criar uma rotina que facilite os estudos no dia a dia, vale a pena ler Hábitos que melhoraram minha rotina, porque muitas dessas pequenas mudanças acabaram me ajudando a procrastinar bem menos.
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